poesia
Nova reforma agrária (Nuno Júdice)
Olho os teus olhos fechados,
— ouço a tua respiração breve.
E sei que sabes que te vejo,
como tu sabes que eu o sei.
Admiro, meu amor, o teu sonho.
Levas-me para fora da cidade,
às estradas ermas dos arredores,
onde vôo sobre o teu corpo.
E um outro campo nos aparece:
ramos, são os teus braços; flores,
as que nascem dos teus lábios;
corre um rio no vale entre os seios.
E volto a ser um camponês, trabalhando a terra que me dás.
Escrito por Seregato às 21h52

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